"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda"

JUNG

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Escolhas

Escolhas





Percebi que fiquei infinitamente mais feliz na minha vida quando aprendi a responsabilizar-me pelos fatos, ao mesmo tempo que notei que no ambiente do consultório, as pessoas que eu tinha mais dificuldade de ajudar, de ver crescimento, eram exatamente as pessoas que tinha o hábito de responsabilizar os outros pelos seus erros, escolhas, derrotas.
Essas eram as pessoas que as vezes me desanimavam pois parecia que o processo terapêutico não caminhava, simplesmente chegava em um ponto e estacionava, pois era exatamente o momento de olhar para si e finalmente responsabilizar-se pelo que vinha ocorrendo até o momento em suas vidas.
Responsabilidade = Responder com habilidade, habilidade para responder.

Essa responsabilidade que estou dizendo, nada tem a ver com pagar contas na data certa, cumprir suas tarefas, chegar pontualmente nos compromissos. Estou falando de uma responsabilidade pelas nossas escolhas, mesmo quando achamos que as escolhas não são tão nossas assim.

Então, antes de falarmos em responsabilidade, vamos falar de escolhas:

  1. Eu escolho casar, abro mão da vida de solteiro (a)
  2. Eu escolho ficar solteiro, eu abro mão de construir uma vida com alguém, ter uma família.
  3. Eu escolho ser autônomo, eu abro mão de uma "segurança" que teria em uma empresa e de seus benefícios
  4. Eu escolho trabalhar em uma empresa, eu abro mão de ter mais autonomia e liberdade em minha vida
Não estou aqui para dizer qual destas escolhas é melhor ou pior, mesmo porque cada um sabe da sua vida (ou deveria saber), e sim para mostrar que eu escolho alguma coisa, renuncio outra, automaticamente. E quando dico automaticamente, é automaticamente mesmo, pois por vezes nem percebemos essa renúncia, e aí é um passo para um dia jogar na cara do outro a renúncia que fizemos, pois a sensação é de que o outro que fez a gente perder alguma coisa.

É muito importante termos consciência de nossas escolhas, mas talvez mais importante ainda, é termos consciência de nossas renúncias, Só sabendo do que estamos renunciando podemos ter plena consciência do que estamos escolhendo. E só assim podemos responsabilizarmos plenamente pelas nossas vidas.

Se tivermos essa consciência, quando formos reclamar de algo, devemos parar e pensar se escolhemos a situação pela qual reclamaremos. Se sim, reclamamos para quem? para quê?

A resposta é: Para mim mesmo, que sou a única pessoa que pode resolver. Isso faz com que aos poucos, percebamos que escolhas e mudanças que devem ser feitas  por más escolhas no passado, são absolutamente nossas e ninguém nunca deve ser responsabilizado por isso, nem aquele seu chefe que te trata mal, porque no fim a escolha de estar naquele emprego também é sua. 

E antes que alguém pense: Ah, mas eu preciso trabalhar para pagar as contas, não posso pedir demissão, leia novamente o texto e reflita sobre escolha e responsabilizar-se. Os outros só fazem conosco, o que permitimos que façam!!

Adriana Biem


terça-feira, 24 de julho de 2012

Como se fosse o último




Por Ana Jácomo

"Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último para dizer “obrigada”. O último para dizer “me desculpa”. O último para dizer “eu te amo”. O último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. O último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura pra depois. O último para fazer as pazes. Para desfazer enganos. Para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último pra esquecer tolices. O último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. O último para rir até o coração dançar. O último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. O último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser. O último para ser útil em toda circunstância que me for possível. O último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último para me maravilhar diante de cada expressão da natureza com o olhar demorado de quem olha pela primeira vez. O último para ouvir aquela música que acende sóis por toda a extensão da minha alma. O último para ler, de novo, o poema que diz tanto de mim que eu me sinto caber nos olhos do poeta que o escreveu. O último para desembaraçar os fios emaranhados dos medos que me acompanham.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. Eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. Eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor. Para expressar a minha admiração. Para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. Para compartilhar. Eu não adiaria delicadezas. Não pouparia compreensão. Não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser."

(Ana Jácomo)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sente ou Racionaliza

Seria tão mais bonito se ao invés das pessoas racionalizarem tudo, elas pudessem sentir mais. Se deixássemo os fatos tocarem mais o nosso coração.

Na prática clínica muitas vezes percebo a descrença da pessoa para alguns insights que temos no consultório. Na verdade, não sei bem se descrença é o nome. Percebo que muitas vezes o que é falado lhes toca, mas não dá um minuto e lá vem uma justificativa, uma racionalização para aquilo e assim todo encanto vai embora...

Não estou dizendo para abandonarmos a razão, precisamos dela sim, e muito! Mas existem momentos tão bonitos na vida, tão únicos e muitas vezes os desperdiçamos com racionalizações sem propósito, que na verdade só vão prejudicar a nós mesmos.

Está faltando um pouco mais de sentimento no mundo, as pessoas precisam se deixar tocar mais vezes, mesmo que aquilo a princípio não vá trazer soluções práticas, com certeza trará uma expansão de consiciência significativa.

E por falar em soluções práticas é por isso mesmo que estamos como estamos. Procuramos sempre a solução mais prática, mais fácil. Quando estamos doentes, quando o nosso corpo pede descanso, normalmente não o respeitamos, tomamos um remédio, e no dia seguinte já estamos lá, novamente atropelando a vida, os sentimentos e os pedidos agonizantes da nossa alma.

O “peso”  de sermos seres racionais é muito grande e reflete nossas atitudes o tempo todo. Será que também não podemos também sermos seres “sentimentais” ou “de sentir”? Na verdade também somos, mas isso não é muito valorizado na sociedade em que vivemos e acabamos deixando o sentir “pra lá”, vemos o sentir como algo imaturo, inocente e acreditamos que sentir não é coisa de gente grande. Já que é assim, nos espelhemos nas crianças. Pra que ser gente grande o tempo todo? Que coisa chata! Sinta, se encante, se surpreenda! Uma dose de inocência não faz mal a ninguém!

Racionalizar os sentimentos, é deixar de sentir.


“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.” – Saint Exupéry

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Responsabilidade


Responsabilizar-se



Na prática clínica ultimamente tenho me deparado muitas vezes com pessoas que tem o costume de colocar toda a “culpa”, toda a responsabilidade pelo que lhes acontece em algum fator externo.

Vemos os que colocam a culpa pelas suas infelicidades no chefe, na mãe, no pai, no filho, no mundo, na política e até nos astros.

Se revoltam, brigam, xingam, mas não mexem uma palha para consertar o que lhes parece errado. Alguns vem procurar a psicoterapia com uma forma de encontrar um “aliado” ao seu sofrimento, alguém que compreenda o quanto a vida deles é sofrida e fiquem ao seu lado, ouvindo seus inúmeros lamentos e se decepcionam ou desistem da ajuda quando percebem que além do acolhimento, também queremos mudanças em suas atutudes.

Muitas vezes somos sim uma espécie de vítimas das circunstâncias, mas e aí? O que podemos e devemos fazer com isso? Vejo muitos pacientes que estruturaram a sua vida se fazendo de vítmas e não conseguem ao menos enxergar o que fazem. Acreditam tanto em seus “dramas”que não conseguem enxergam que muitas vezes são os próprios causadores deles, ou que pelo menos podem escolher a forma como ultrapassá-los. Já dizia Sartre:

“Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.”

Mesmo que não tenhamos escolhido as circunstâncias pelas quais passamos, podemos sim escolher a melhor forma de passar por elas. Isso muitas vezes é o que diferencia quem terá sucesso e quem não consegue sair do lugar.

A forma como enfrentamos as mais diversas situações e adversidades em nossas vidas, nos dirá a força que temos. Vou usar o que passei para aprender, crescer, reformular e seguir em frente ou vou usar isso para me lamentar e achar culpados?

Vamos pensar um pouco nisso. O quanto antes pudermos assumir a responsabilidade sobre nossas vidas, mais rápido poderemos mudá-la e vivermos a vida que desejamos. Ou pelo menos chegar perto disso.

Todo mundo tem alguma história ou passagem dificil em algum momento.Eu mesma posso contar algumas. Alguns nasceram num lar desestruturado, outros foram “obrigados” a trabalhar em algo que não gostam, outros entraram em casamentos que não os fazem felizes e alguns ainda tem tudo isso junto.

Comece a analisar cada esfera de sua vida e procure o que não está te fazendo feliz, pense em como você chegou nisso, mas dessa vez sem colocar a culpa em ninguém. Faça esse balanço e tente pensar em como poderia ter sido de outra forma. Veja se essa outra forma ainda não é possivel, veja se ainda há tempo para mudar. Sempre há!

Responsabilidade nada mais é do que a habilidade em responder. Na nossa sociedade muitas vezes essa palavra muitas vezes é um peso,lembra  culpa, algo ruim, que não queremos. Mas na sua etmologia nada mais é do que a nossa habilidade em responder. Responder aos nossos atos. E isso pode fazer toda a diferença.

Pensem nisso!!

Adriana Biem

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Morre lentamente -Pablo Neruda

Um texto para refletirmos o quanto podemos fazer mais por nós mesmos, o quanto muitas vezes esperamos a ajuda vir do "externo", o quanto muitas vezes não nos responsabilizamos pelos fatos a nossa volta.

"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
Pablo Neruda

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Alegria na tristeza - Martha Medeiros

Vamos parar de ficar anestesiados com o que acontece em nossa volta, sentir é essencial, nem que seja tristeza pelas coisas ao nosso redor...O importante é continuar "ser humano", e ser humano sente, e sente tristeza, e pode sentir e as vezes, deve sentir...sem nenhum problema. Pra podermos sentir alegrias, devemos conhecer o que é a tristeza, senão tudo fica morno, sem graça, insosso, e assim a vida fica sem cor, difícil de ser vivida plenamente...
Adriana Biem

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Martha Medeiros

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Taça Inteira - Rubem Alves


Já deu para perceber que adoro os textos de Rubem Alves, esse é mais um que conheci essa semana e gostei muito, fala a respeito do envelhecimento e como isso é "negativado" pela nossa sociedade que vê essa fase como sentença de morte ou inutilidade. Achamos que a vida está acabando, quando ela pode estar apenas se transformando, e sabendo podemos usar essa transformação de uma forma muito positiva.
Adriana Biem

Você que trabalhou, batalhou, criou os filhos, envelheceu... Os filhos cresceram, saíram de casa, você se aposentou... E agora o tempo se estende vazio à sua frente, pouco importa levantar-se cedo ou tarde, não faz diferença, os dias fi- caram todos iguais, não há batalhas a travar, ninguém precisa de você... Cada dia é um peso, é preciso matar o tempo, descobrir um jeito de não pensar, pois o pensamento dói, e vem uma vontade de beber, uma vontade de esquecer, uma vontade de morrer...
Chegou o momento da inutilidade, e é isso que você não suporta, pois lhe ensinaram (e você acreditou) que os homens e as mulheres são como as ferramentas, que só valem enquanto forem úteis. Ensinaram- lhe que você é uma ferramenta que merece viver enquanto puder fazer. E agora que o seu fazer não faz mais diferença, você se coloca ao lado dos objetos sem uso. À espera de que a morte venha colocá-lo no devido lugar, pois nada mais há que esperar. Você está sem esperança.
Mas lhe ensinaram mal, muito mal. Pois nós não somos ferramentas. Não vivemos para ser úteis. Dizem os textos sagrados que Deus trabalhou seis dias para plantar um jardim. Terminado o trabalho, já não havia nada mais para ser feito. E foi justamente então que Deus sentiu a maior alegria. Terminado o tempo do trabalho, chegara o tempo do desfrute. E o Criador se transformou em amante: entregou-se ao gozo de tudo o que fizera. Com as mãos pendidas (pois tudo o que devia ser feito já havia sido feito), seus olhos se abriram mais. Olhou para tudo e viu que era lindo. Pôs-se a passear pelo jardim, gozando as delícias do vento fresco da tarde. E, embora os poemas nada digam a respeito, imagino que o Criador tenha também se deleitado com o gosto bom dos frutos e com o perfume das flores - pois que razões teria ele para criar coisas tão boas se não sentisse nelas prazer?
Se há uma lição a ser aprendida desses textos, lição que é que não somos como serrotes, enxadas, alicates, fósforos e lâmpadas que, uma vez sem o que fazer, são jogados fora. A nossa vida começa justamente com o advento da inutilidade. Pois o momento da inutilidade marca o início da vida de gozo. Nada mais preciso fazer. Travei as batalhas que tinha de travar. Nada devo a ninguém. Estou livre agora para me entregar ao deleite.
Todas as escolas só nos ensinam a ser ferramentas. Será preciso que você procure mestres que ainda não foram enfeitiçados por elas. Você deve procurar as crianças. Somente elas têm o poder para quebrar o feitiço que o está matando ainda em vida.
As almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!
Desde os seis anos tenho mania de desenhar a forma das coisas. Aos cinquenta anos publiquei uma infinidade de desenhos. Mas tudo o que produzi antes dos setenta não é digno de ser levado em conta. Aos 73 anos aprendi um pouco sobre a verdadeira estrutura da natureza dos animais, plantas, pássaros, peixes e insetos. Com certeza, quando tiver oitenta anos, terei realizado mais progressos, aos noventa penetrarei no mistério das coisas, aos cem, por certo, terei atingido uma fase maravilhosa e, quando tiver 110 anos, qualquer coisa que fizer, seja um ponto, seja uma linha, terá vida.
Vamos! A vida é bela. Pare de namorar a morte! Beba a taça até o fim!