Todo mundo conhece alguma criança que é uma “pestinha”. Aquela criança que não fica quieta um segundo, pula pra lá e pula pra cá, derruba tudo, parece que está “ligada no 220V”. Algumas ainda são desligaas ao extremo, não conseguem se concentrar em nada, estão sempre no “mundo da lua”.
Muitas vezes essas crianças são taxadas de mal educadas, burras, rebeldes, preguiçosas, entre outros tantos rótulos que conhecemos.
Uma das coisas que devemos compreender nessas nossas “queridas pestinhas” é que muitas das vezes esse tipo de comportamento está ligado a algo que é chamado de TDA-H (transtorno de déficit de atenção – hiperatividade).
Esse transtorno se caracteriza por três sintomas básicos, que não precisam necessariamente acontecer ao mesmo tempo. São eles: Impulsividade, Hiperatividade e Desatenção. Também nem todas as crianças precisam ter todas as características. A cada momento do dia, do mês, da vida, uma dessas características poderá estar mais acentuada.
Essas características, existem devido a uma disfunção nos neurotransmissores cerebrais, que causam alterações nas funções de atenção e na velocidade das atividades física e mental.
Mas como ao mesmo tempo que uma criança pode não parar quieta, ela pode também viver no mundo da lua?
O transtorno de déficit de atenção pode vir ou não acompanhado de uma hiperatividade. Muitas das vezes a criança não apresenta características físicas de hiperatividade, é uma criança relativamente tranquila, sossegada, mas a sua cabecinha está sempre “a mil” e por isso tem dificuldade em se concentrar nas tarefas do dia a dia, em sentar para fazer lição, na verdade muitas vezes ela até senta, mas não consegue permanecer muito tempo concentrada naquilo, depois de 5 minutos a sua mente já está criando algo novo para fazer, pensando na brincadeira de amanhã, do desenho que assistiu na noite anterior, ou na festinha de aniversário dali a 1 mês.
Essas são chamadas de crianças preguiçosas, desleixadas, que não estão “nem aí com nada”. Mais uma vez culpa do cérebro que deixa de realizar importantes ligações relacionadas à concentração e atenção.
Abaixo, algumas das características do TDA-H:
1 – Erros de fala, leitura ou escrita
2 – Dificuldade de permanecer em atividades por um longo período
3 – Desvia facilmente a atenção do que está fazendo
4 – Desorganização
5 – Dificuldade em permanecer sentado muito tempo
6 – Fazer várias coisas ao mesmo tempo e não concluir nenhuma
7 – Se envolver em situações de risco
8 – Intolerância à frustração
9 – Impaciência
10 – Impulsividade para comer, brigar, responder
Essas são somente algumas das características dentre inúmeras outras. Para se identificar se o comportamento da criança relamente é de um TDA-H essas características precisam ser acompanhadas de intensidade, constância e frequência maior do que o normal, aquela sensação de que tudo é exagerado, demasiado e muito cansativo para os pais.
Essas crianças se forem devidamente observadas e os pais bem orientados podem se tornar extremamente criativas e dedicadas a tarefas prazerosas. Por isso, cabe aos pais e profissionais observarem as potencialidades e facilidades da criança, pois talvez, aí esteja o caminho para uma significativa melhora.
Ao invés de criticarmos o que a criança não faz bem, podemos ajudá-la se destacarmos nela aspectos positivos e reais.
A criança provavelmente também precisará além de pais e psicólogos, de um acompanhamento psiquiátrico, que irá avaliar a necessidade de frequência de alguma medicação que ajude a criança a minimizar sintomas que podem atrapalhar seu desenvolvimento.
Lembro, que essas características se não observadas, cuidadas, tratadas prevalecem por toda a vida. Abordei aqui esse tema, com uma luz voltada para as crianças, mas existem muitos adultos com inúmeras dificuldades de relacionamento, impulsividades, tendência ao abuso de alcool e drogas, dificuldade de permanecer em empregos, entre outros, que não foram diagnosticados e tratados quando crianças e levaram o transtorno pela vida, carregando ainda provavelmente dezenas de rótulos e uma baixa auto-estima.
Sendo assim, o quanto antes a ajuda for procurada, mais chances de ter uma vida sem maiores problemas relacionados a esse transtorno.
Durante o texto, utilizei muitos termos populares, e até pejorativos propositalmente, porque normalmente assim são rotuladas essas pessoas durante toda sua vida, então devemos tomar cuidado com julgamentos e preconceitos e observar atentamente para que a ajuda venha o quanto antes, pois isso pode estar acontecendo bem do seu lado.
Adriana Biem

Meu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirMeu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirMeu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirMeu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirMeu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirMeu filho tem 1anoe7meses não pra quieto um minuto nem pra dormi o que eu faço
ResponderExcluirO meu tbm!
ResponderExcluirO meu tbm!
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